Ponte Pênsil Alves de Lima

Este projeto tem por objetivo programar estudos e estratégias sistematizadas nas escolas de Educação Básica do município de Ribeirão Claro, Norte Pioneiro do Estado do Paraná, junto com universitários e pesquisadores do Campus de Jacarezinho - UENP, para compor um acervo para o Memorial a ser construído sobre a Ponte Pênsil Alves de Lima.
Pretende-se com este estudo compor material impresso para as bibliotecas da Universidade e bibliotecas dos municípios circunvizinhos. A ponte, é patrimônio histórico e está localizada em terras do município de Ribeirão Claro. Foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo (Condephaat), desde 1985, e pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Paraná (CPC), em 2001.
As investigações e os estudos serão realizados sobre a memória histórico-cultural da Ponte Pênsil, que será construída por meio do conhecimento científico, do que é considerada uma raridade arquitetônica, que não dispõe de acervo no Município para que a comunidade local e seus visitantes conheçam sua verdadeira história.

Ponte Pênsil de Ribeirão Claro está sendo restaurada

A obra de restauração da Ponte Pênsil Alves de Lima, situada sobre o rio Paranapanema, entre os municípios de Chavantes (SP) e Ribeirão Claro (PR), na divisa dos dois Estados, iniciou no dia 23 de junho. A CBA – Companhia Brasileira de Alumínio –, empresa comprometida com a preservação do patrimônio cultural e socioambiental das comunidades em que atua, é a responsável pela realização da obra, prevista para durar oito meses.
O aval para o restauro da ponte foi dado na última sexta-feira (19/06), após a assinatura do convênio entre os dois Estados pelo governador do Paraná, Roberto Requião. O governador   paulista José Serra já havia assinado o acordo em maio.
A ponte foi construída em 1920 e é uma das quatro pontes suspensas do País, juntamente com as de Florianópolis (SC), São Vicente (SP) e Caxangá (PE). Segundo o projeto, ela ficará com a mesma aparência da época de sua inauguração. O investimento da CBA é estimado em R$ 2 milhões.
"Foi realizado um minucioso mapeamento de toda a estrutura para que a restauração seja a mais fiel possível. Depois de pronta a ponte será utilizada por pedestres que ainda poderão usufruir de uma área de lazer na margem do rio, também construída pela CBA", explica o gerente de Meio Ambiente da Companhia, Luis Alexandre Campos.
Para isso, a CBA contratou a empresa FormArte, com 15 anos de atuação no mercado e líder no segmento, que realizará a gestão da obra e do projeto. "O trabalho será feito por especialistas altamente preparados, que precisarão trocar toda a madeira apodrecida e recuperar a estrutura metálica da ponte", afirma a gerente da empresa, Daniele Correa, gestora de projetos culturais.
Para suprir a falta da ponte pênsil, a CBA providenciou a construção de uma ponte de concreto ligando as duas cidades, hoje utilizada para o tráfego de veículos e pedestres, a cerca de 300 metros de distância da Alves de Lima, considerada um marco nacional.

Engenharia histórica


A Ponte Pênsil Alves de Lima representa um dos poucos marcos da Revolução de 1930 e atesta de forma admirável o nível de desenvolvimento técnico da engenharia nas primeiras décadas do século passado.
A ponte foi construída pelo engenheiro Celso Valle para facilitar o transporte do café. Porém, durante a Revolução Tenentista de 1924, os manifestantes danificaram a ponte, que precisou ser recuperada em 1925, na administração de Antônio Alves de Lima.
Com o agravamento da situação política e a Revolução de 1930, as forças favoráveis ao governo de Vargas dinamitaram as torres da ponte pênsil, destruindo totalmente o trecho entre os dois apoios da ponte. Somente em 1934, depois da revolução, a Diretoria de Obras Públicas decidiu aproveitar a parte não destruída, projetando uma nova ponte pênsil.
Decidiu-se então criar uma estrutura de madeira com aproveitamento de cabos da Estrada de Ferro Railway, em São Paulo. A curiosidade é que os cabos de aço empregados foram os mesmos que já haviam sido utilizados na construção do vergamento de outra ponte de uma antiga estrada de ferro.
Em 1985, a obra foi tombada no âmbito estadual pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT) e em 2000, pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico do Paraná. Além do reconhecimento oficial do valor histórico da obra, a decisão garantiu proteção do Estado para seu padrão arquitetônico e material.
Considerada cartão postal das duas cidades, a Ponte Pênsil Alves Lima é o destino de centenas de pessoas durante os finais de semana e feriados. Após a realização das obras, o município ganhará um monumento histórico de grande beleza cênica e totalmente restaurado, contribuindo para o desenvolvimento do turismo na região.
(Publicado em 27/06/2008)

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