Ponte Pênsil Alves de Lima

Este projeto tem por objetivo programar estudos e estratégias sistematizadas nas escolas de Educação Básica do município de Ribeirão Claro, Norte Pioneiro do Estado do Paraná, junto com universitários e pesquisadores do Campus de Jacarezinho - UENP, para compor um acervo para o Memorial a ser construído sobre a Ponte Pênsil Alves de Lima.
Pretende-se com este estudo compor material impresso para as bibliotecas da Universidade e bibliotecas dos municípios circunvizinhos. A ponte, é patrimônio histórico e está localizada em terras do município de Ribeirão Claro. Foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo (Condephaat), desde 1985, e pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Paraná (CPC), em 2001.
As investigações e os estudos serão realizados sobre a memória histórico-cultural da Ponte Pênsil, que será construída por meio do conhecimento científico, do que é considerada uma raridade arquitetônica, que não dispõe de acervo no Município para que a comunidade local e seus visitantes conheçam sua verdadeira história.

[BRASIL] PAÍS POSSUI APENAS MAIS TRÊS PONTES SEMELHANTES

No Brasil, existem apenas quatro pontes pênseis e uma delas é a “Antônio Manoel Alves de Lima”, que liga Chavantes a Ribeirão Claro (PR) e fica sobre o rio Paranapanema.
O secretário municipal de Cultura de Ribeirão Claro, Luiz Carlos Fernandes, recorda-se de uma exposição sobre esse estilo de construção que omitia a existência da ponte sobre o Paranapanema, citando apenas as de Minas Gerais, Santa Catarina e a de São Vicente, no litoral paulista. “Fui eu quem alertei o pesquisador sobre a existência da nossa ponte. Tempos depois ele me contou que verificando em todos os Departamentos de Estrada de Rodagem (DER) do país, realmente constatou serem quatro”, contou Fernandes.
A ponte pênsil “Antônio Manoel Alves de Lima”, aliás, só continua existindo devido aos grandes esforços das autoridades paulistas e paranaenses nas últimas décadas. A obra passou por diversas catástrofes desde a sua inauguração, em 4 de dezembro de 1920.

A construção da ponte levou cerca de três anos e foi feita com verbas paulistas e paranaenses. O objetivo era fornecer um meio de escoamento da produção cafeeira de Ribeirão Claro para a estrada de ferro mais próxima, a Sorocabana, com destino ao porto de Santos.
O patrono da ponte, Antônio Manoel Alves de Lima, foi o maior incentivador da construção. Proprietário de fazendas de café no interior de São Paulo e em Ribeirão Claro, ele era casado com Julita Prado, irmã de Antônio da Silva Prado, prefeito de São Paulo de 1900 a 1910. “Acredito que o prestígio político dele tenha sido um fator importante na construção da ponte”, afirma a auxiliar administrativa do museu de Chavantes, Maria Helena Cadamuro, que se declara uma “apaixonada” pela estrutura.
A ponte foi um ponto estratégico durante as revoluções de 1924 e 1932 — e foi bastante danificada em ambas. Em 1929, enfrentou ainda uma grande enchente. O maior estrago, porém, foi em 1930, durante a revolução, quando as forças armadas chegaram a dinamitar as torres de sustentação da ponte, destruindo inteiramente a parte paulista e danificando o vão — a parte pênsil, sustentada por cabos, que tem 80 metros de extensão. A reconstrução da ponte levou um ano e foi feita pelo Departamento de Obras Públicas do Estado de São Paulo, com auxílio financeiro do Paraná. Em 1935, a ponte foi reinaugurada.
Cerca de 50 anos depois, a ponte passaria por uma nova enchente, que destruiu parte do piso e somente em 1985 seria novamente liberada para o trânsito. No mesmo ano, ocorreu o tombamento pelo Estado de São Paulo.
Nessa época, o diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Pietro Maria Bardi, chegou a pedir fotos e dados históricos da ponte para incluí-la em seu livro Arquitetura e Engenharia na Construção. Fazendo justiça à história de 80 anos da ponte pênsil, os jovens de Chavantes colocaram em 1985 uma placa enaltecendo a resistência da estrutura. “Em 1924 e 1930, revoluções armadas destruíram esta ponte. Em 1983, uma grande grande enchente novamente a destruiu. Toda vez que um mal destruir um bem, ele será reconstruído para que não morra no coração dos homens a esperança”, consta na placa.

(Urbano: Engenheiro civil pela Universidade livre de Bruxelas, filho do barão de Anhumas. 65. ii. ..... Antonio Manoel Alves de Lima (filho de Octaviano Alves Lima e Izabel de Arruda Leite ... Diretor do Banco do Estado de São Paulo, em 1930.))

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