Ponte Pênsil Alves de Lima

Este projeto tem por objetivo programar estudos e estratégias sistematizadas nas escolas de Educação Básica do município de Ribeirão Claro, Norte Pioneiro do Estado do Paraná, junto com universitários e pesquisadores do Campus de Jacarezinho - UENP, para compor um acervo para o Memorial a ser construído sobre a Ponte Pênsil Alves de Lima.
Pretende-se com este estudo compor material impresso para as bibliotecas da Universidade e bibliotecas dos municípios circunvizinhos. A ponte, é patrimônio histórico e está localizada em terras do município de Ribeirão Claro. Foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo (Condephaat), desde 1985, e pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural do Paraná (CPC), em 2001.
As investigações e os estudos serão realizados sobre a memória histórico-cultural da Ponte Pênsil, que será construída por meio do conhecimento científico, do que é considerada uma raridade arquitetônica, que não dispõe de acervo no Município para que a comunidade local e seus visitantes conheçam sua verdadeira história.

CBA DEIXA PONTE PÊNSIL DE CHAVANTES SÓ NO "ESQUELETO"

CHAVANTES — Paralisação das obras foi denunciada à Procuradoria


A CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), responsável pela restauração da Ponte Pênsil “Alves de Lima” em Chavantes, “abandonou” a obra e deixou a estrutura no “esqueleto”, sem madeiramento. Na tarde de sexta-feira, 27, a secretária de Cultura de Chavantes, Fernanda Corazza, denunciou o descaso à Procuradoria da República de Ourinhos. A secretária esteve acompanhada pelo promotor de Justiça de Chavantes, Marcelo Saliba, e por representantes da prefeitura.
Segundo explicou Fernanda, em 2005 a usina hidrelétrica de Ourinhos começou a funcionar graças a um acordo firmado entre a prefeitura de Chavantes e a CBA, que se comprometeu a realizar diversas obras de compensação, entre elas a restauração da ponte pênsil — considerada patrimônio nacional e tombada historicamente pelo patrimônio estadual. As obras foram estipuladas como compensação pelo impacto ambiental da nova hidrelétrica. A restauração da ponte está orçada em R$ 2,3 milhões.

A ponte foi palco de duas revoluções, a “Tenentista” e a “Constitucionalista”, sendo destruída duas vezes — uma por guerra e outra por enchente. Construída na década de 20, é uma das 5 do gênero ainda existentes no Brasil. Embora a usina hidrelética esteja localizada no município de Ourinhos, a área onde o rio Pararapanema foi inundado pertence à Chavantes.

Segundo a secretária, as obras de restauração da ponte foram iniciadas em janeiro deste ano e todo o antigo madeiramento foi retirado por empresa contratada pela CBA. Fernanda afirmou que o secretário de Planejamento, Valter Severino, esteve na sede da CBA na semana passada e foi informado pela diretoria da empresa que as obras de restauração da ponte pênsil seriam paralisadas devido à crise financeira. “Nós não fomos informados oficialmente através de documentos e estamos pedindo providências à Procuradoria da República para que o acordo seja cumprido”, contou a secretária de Cultura. 
Fernanda explicou que, das obras compensatórias que seriam realizadas pela CBA, apenas uma foi concluída: a nova ponte no local, construída ao lado da “Alves de Lima”. “A CBA pretendia, ainda, construir um camping municipal como obra compensatória”, denunciou. A paralisação também gerou um problema social em Chavantes, com demissões de funcionários contratados pela empresa terceirizada.

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