CHAVANTES — Paralisação das obras foi denunciada à Procuradoria
A CBA (Companhia Brasileira de Alumínio),
responsável pela restauração da Ponte Pênsil “Alves de Lima” em Chavantes,
“abandonou” a obra e deixou a estrutura no “esqueleto”, sem madeiramento. Na
tarde de sexta-feira, 27, a secretária de Cultura de Chavantes, Fernanda
Corazza, denunciou o descaso à Procuradoria da República de Ourinhos. A
secretária esteve acompanhada pelo promotor de Justiça de Chavantes, Marcelo
Saliba, e por representantes da prefeitura.
A ponte foi palco de duas revoluções, a “Tenentista” e a “Constitucionalista”,
sendo destruída duas vezes — uma por guerra e outra por enchente. Construída na
década de 20, é uma das 5 do gênero ainda existentes no Brasil. Embora a usina
hidrelética esteja localizada no município de Ourinhos, a área onde o rio
Pararapanema foi inundado pertence à Chavantes.
Segundo a secretária, as obras de restauração da ponte foram iniciadas em
janeiro deste ano e todo o antigo madeiramento foi retirado por empresa
contratada pela CBA. Fernanda afirmou que o secretário de Planejamento, Valter
Severino, esteve na sede da CBA na semana passada e foi informado pela
diretoria da empresa que as obras de restauração da ponte pênsil seriam
paralisadas devido à crise financeira. “Nós não fomos informados oficialmente
através de documentos e estamos pedindo providências à Procuradoria da
República para que o acordo seja cumprido”, contou a secretária de Cultura.
Fernanda explicou que, das obras compensatórias que seriam realizadas pela CBA,
apenas uma foi concluída: a nova ponte no local, construída ao lado da “Alves
de Lima”. “A CBA pretendia, ainda, construir um camping municipal como obra
compensatória”, denunciou. A paralisação também gerou um problema social em
Chavantes, com demissões de funcionários contratados pela empresa terceirizada.
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