O
trabalho sobre Ribeirão Claro se apresentou para os pesquisadores do
IPAC-Lda, como uma oportunidade de investigar uma cidade que nasceu no começo
do século XX, resultante da expansão da cafeicultura no Paraná. Procuramos
identificar as construções e as marcas dos casarios de alvenaria da
cidade, o que significou ver no cotidiano o diferente, o novo - ainda que
este pareça "velho conhecido", pois no início tentávamos encontrar
características de estilo como: neoclássico, art nouveau, colonial brasileiro,
quando, o que contava era a singeleza e a simplicidade decorrentes da adaptação
desses estilos às condições e recursos disponíveis do local.
Outro fator relevante em nossa pesquisa, foi o levantamento da relação entre moradores de Ribeirão Claro e a Ponte Pênsil Alves Lima já tombada desde 1985 pelo CONDEPHAT do Estado de São Paulo. Deste modo, procuramos apreender como a população ribeirão-clarense reconhece o patrimônio histórico, mas também como resinifica o seu patrimônio cultural. Esta metodologia, foi orientada pela ideia de memória coletiva , criando oportunidades de identificação de "outros bens", que nas políticas oficiais de preservação nem sempre assumem relevância. Após nosso trabalho, houve o tombamento da ponte Pênsil Alves Lima pelo CEPHA, além da compra da casa de Luís Carlos Paraná (músico e compositor da cidade), pela Prefeitura, para a instalação da Secretaria Municipal de Cultura.
Outro fator relevante em nossa pesquisa, foi o levantamento da relação entre moradores de Ribeirão Claro e a Ponte Pênsil Alves Lima já tombada desde 1985 pelo CONDEPHAT do Estado de São Paulo. Deste modo, procuramos apreender como a população ribeirão-clarense reconhece o patrimônio histórico, mas também como resinifica o seu patrimônio cultural. Esta metodologia, foi orientada pela ideia de memória coletiva , criando oportunidades de identificação de "outros bens", que nas políticas oficiais de preservação nem sempre assumem relevância. Após nosso trabalho, houve o tombamento da ponte Pênsil Alves Lima pelo CEPHA, além da compra da casa de Luís Carlos Paraná (músico e compositor da cidade), pela Prefeitura, para a instalação da Secretaria Municipal de Cultura.
(Ano de publicação: 1999)

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